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O Gestor de Projeto Moderno

O Gestor de Projeto Moderno

19
Mai19

Bright Challenge 2019

Luís Rito

Olá a todos, espero que se encontrem bem!

 

Esta semana tive a oportunidade de participar num evento que já atingiu os 7 anos de idade, e tem demonstrado ser um grande sucesso de ano para ano, o Bright Challenge 2019.

 

Este evento iniciou no passado dia 16 de Maio com uma conferência, cujo tema principal era a intervenção de um ePMO na transformação das empresas, e culminou no dia 17 com uma competição de gestão de projeto. Esta competição teve como participantes uma grande diversidade de empresas públicas e privadas, bem como de algumas universidades Portuguesas. O exército, a força aérea e a marinha também estiveram presentes. Com recurso a um simulador de gestão de portfólios e de projetos (de nome Simultrain), durante um dia todos os participantes foram testados ao limite das suas capacidades enquanto gestores de projetos e líderes de equipas.

 

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A abertura da conferência foi realizada pela Ariane Moussault (IPMA & ex-PMO Director na ASML Netherlands), que partilhou a sua experiência na implementação de um PMO na ASML, uma empresa que conta já com cerca de 20.000 colaboradores. Para quem não conhece a ASML, é uma empresa holandesa, fornecedora de sistemas de litografia para a indústria dos semicondutores. A empresa fabrica máquinas para produção de circuitos integrados, tais como RAM, chips de memória flash e CPU.

 

Uma das coisas que mais me agradou na apresentação da Ariane foi a forma como ela apelou diversas vezes à confiança que temos que conseguir construir com os nossos colegas de trabalho. Partir de uma base de confiança é sempre uma excelente forma de iniciar algo, tornando mais tarde o nosso trabalho mais leve e mais divertido. Ninguém se quer levantar todos os dias para ir trabalhar num ambiente hostil! Não é saudável.

 

Foram dadas ainda algumas dicas sobre como melhorar e aumentar a maturidade do PMO. Algumas das estratégias utilizadas foram:

 

1. Ter confiança nas pessoas – Este ponto já foi abordado acima. Devemos ter confiança nas pessoas, pois são as fundações para o que vem a seguir. Encara a confiança como o nível um de uma certificação que tens que atingir para que consigas obter certificações mais elevadas. Se não conseguires ultrapassar este ponto dificilmente vais conseguir construir um PMO de alto rendimento.

 

2. Criação de um ambiente de trabalho favorável – Para que consigas melhorar a tua equipa de forma significativa, deves ao máximo construir um ambiente que retire o melhor das pessoas e que as inspire a ser mais criativas e inovadoras. Alguns dos exemplos dados pela Ariane foram por exemplo a criação do dia da gestão de projetos, newsletter de gestão de projetos, partilha de experiências e conhecimento de gestão de projetos e também o café de sexta-feira da gestão de projetos. Neste último ponto, em algumas sextas-feiras era criado um ambiente amigável onde eram convidados os gestores de projeto para um pequeno-almoço informal, com bolos & bolachas e café & sumo, onde os principais problemas/oportunidades eram partilhados(as), sempre com o objetivo de melhorar continuamente.

 

3. Encontrar e desenvolver novos líderes – Identifico-me muito com este ponto, já que considero que um dos principais papéis de um líder é fazer crescer pessoas que um dia possam chegar a ser iguais ou melhores que eles. As organizações precisam desesperadamente de líderes e de agentes da mudança. A percentagem deste tipo de pessoas dentro de uma organização é muito pequena (diria 10%). Quantos mais líderes consigas desenvolver mais sucesso vai a tua empresa atingir.

 

Outra das ações tomadas pela Ariane foi dar prioridade à criação de prémios ao invés de KPI´s com o objetivo de penalizar. O estímulo positivo é sempre muito superior ao negativo. Além disso, os prémios não necessitam de ser sempre monetários. Existem outras opções, como por exemplo, ser galardoado como o gestor de projeto do ano, ou como o projeto do ano. Ambos os prémios podem ser amplamente divulgados dentro da empresa de forma a dar protagonismo a um trabalho bem feito. Outro exemplo pode ser premiar com formações, atividades radicais, bilhetes de cinema, teatro ou futebol.

 

Para além da Ariane, falaram ainda João Virott da Costa (Managing partner na Bright Partners), que abordou e defendeu a sua ideia de ter no ePMO um agente da mudança e transformação dentro das organizações e Luís Martins (Head of PMO & Project Management na Fidelidade), que nos apresentou a evolução do PMO na Fidelidade ao longo dos anos.

Para finalizar, existiu ainda um painel onde para além dos oradores já descritos acima, se juntaram Cristina Vás Tomé (Chief Revenue Officer do grupo Impresa) e Gonçalo Oliveira (COO da Tranquilidade). Considero que o painel foi muito interessante, já que foi dada a oportunidade aos participantes de realizar questões.

 

Em jeito de conclusão, recomendo o Bright Challenge a todas as empresas que queiram ter uma oportunidade de aprender num ambiente de simulação, beneficiando claro de o fazer juntamente com tantas outras empresas (este ano 25, cada uma com 4 elementos). A conferência é também uma oportunidade de aprender com alguns dos melhores profissionais de gestão de projetos. Um evento a repetir sem dúvida!

 

Por hoje é tudo, até à próxima 

 

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