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O Gestor de Projeto Moderno

O Gestor de Projeto Moderno

17
Nov19

Extreme Programming - O que é?

Luís Rito

Olá :)

 

Hoje abordamos o tema Extreme Programming, vou dar-vos a conhecer o que é, e quais os seus valores.

 

O que é?

 

O Extreme Programming (XP) é uma metodologia de desenvolvimento de software, que teve origem nos Estados Unidos da América durante a década de 90. O grande objetivo desta metodologia passa pela criação de sistemas de software com maior qualidade, numa timeframe mais reduzida e custando por acréscimo menos dinheiro.

Tudo isto é possível devido à forma com o XP foge à forma tradicional de realizar projetos, bem como à aplicação de uma série de valores, princípios e práticas.

O âmbito deste post passa por perceber quais os valores que estão envolvidos na prática desta metodologia, ficando os princípios e as práticas guardados para mais à frente.

 

Valores

 

Um dos maiores problemas que existe no desenvolvimento de software passa pelo facto das pessoas envolvidas neste processo se focarem muito em ações individuais. Uma equipa a funcionar em pleno sabe que o importante não são as ações individuais, mas a coesão que existe entre toda uma equipa.

Nesta metodologia dá-se especial atenção ao facto da equipa estar ou não concentrada no que realmente interessa, ou seja, se estão todos a “remar” para o mesmo sentido. Para que isso aconteça o XP baseia-se em cinco valores básicos:

 

  • Comunicação
  • Coragem
  • Feedback
  • Respeito
  • Simplicidade

 

Comunicação

 

Tipicamente um cliente que necessita de um sistema informático tem um conjunto de problemas que pretende resolver, tendo já inclusive algumas ideias sobre como o fazer. Por outro lado as equipas que desenvolvem o software têm o Know-How técnico que lhes permite construir um sistema tendo em conta as melhores práticas. Para que exista um entendimento entre o cliente que fala uma linguagem mais voltada para o négocio e os programadores que falam uma linguagem mais técnica é necessário que exista um bom canal de comunicação.

Quanto melhor for o canal de comunicação menos possibilidades existem de criação de problemas, ambiguidades e desentendimentos.

Por norma, os diálogos cara a cara são superiores a uma videoconferência, que é superior a um telefonema que por sua vez é mais expressivo que um email.

Uma das ferramentas que é utilizada no XP é o diálogo cara a cara, permitindo desta forma que o entendimento entre todas as partes seja o mais correto possível. Desta forma evitam-se problemas que possam surgir mais tarde, até porque quanto mais cedo os problemas forem detetados menos custos estarão envolvidos na sua resolução.

 

Coragem

 

Um projeto de software está constantemente sujeito à mudança. Os clientes mudam de ideias com alguma frequência, seja porque as prioridades mudam, seja porque percebem que existem formas mais eficazes de resolver os seus problemas. Qualquer mudança não planeada realizada a meio de um projeto acarreta riscos, pois por vezes é necessário alterar blocos do sistemas que já estavam fechados, existindo a possibilidade de provocar bugs (erros informáticos).

O XP não tem uma fórmula mágica para resolver este problema, mas utiliza uma série de mecanismos de proteção que permite enfrentar a mudança com uma coragem renovada.

Assim ao invés de bloquear a criatividade do cliente, uma equipa XP enfrenta com segurança e coragem o desconhecido.

Alguns dos mecanismos de proteção utilizados são o desenvolvimento orientado a testes, o pair programming e a integração contínua (falarei noutro dia do que são).

 

extremeProgramming.jpeg

 

Feedback

 

Os projetos de software são normalmente iniciativas muito dispendiosas, arriscadas e com um histórico de falhas muito alto. As equipas XP sabem isso melhor que ninguém, e encaram todos os projetos como uma eventual potencialidade de problemas e falhas que possam advir.

Todas estas falhas podem ser minimizadas se forem identificadas rapidamente e numa fase inicial. É por isso que no XP estabelecem-se ciclos de desenvolvimento curtos, onde são apresentados pequenos pacotes de funcionalidades ao cliente. Assim é possível deste logo alinhar as expectativas do cliente com as expetativas da equipa de desenvolvimento, favorecendo ambas as partes. O cliente sai beneficiado pois desempenha um papel mais ativo na construção do sistema (aumentando a probabilidade de sucesso do projeto), e a equipa de desenvolvimento beneficia de uma menor probabilidade de falhas e problemas futuros (que originam muito rework).

 

Respeito

 

Respeito é o valor mais importante de todos. Os membros de uma equipa só vão funcionar como “equipa” se existir respeito mútuo entre todos eles. Se não existir respeito mútuo no seio de uma equipa então não existe muito que se possa fazer para salvar um projeto de uma catástrofe.

Saber ouvir e saber compreender o ponto de vista de um colega é essencial para o sucesso de um projeto de software.

 

Simplicidade

 

Estudos recentes demonstram que uma grande percentagem de todas as funcionalidades desenvolvidas num sistema informático não chegam sequer a ser utilizadas.

O XP baseia-se no princípio de simplicidade, onde se dá prioridade a funcionalidades realmente necessárias ao bom funcionamento do sistema, evitando funcionalidades que podem vir a ser necessárias no futuro, mas que ainda não o provaram ser.

Por outras palavras, primeiro construímos um automóvel capaz de circular, depois preocupamo-nos com a marca do auto-rádio e se o volante tem ou não botões que o controlam.

 

Por hoje é tudo, num post mais à frente prometo aprofundar um pouco mais sobre este tema.

 

Até à próxima :)

 

 

 

10
Nov19

Ativos vs Passivos

Luís Rito

Olá :)!

 

Antes de mais, espero que se encontrem bem. Hoje vamos voltar ao tema finanças pessoais, mais concretamente, diferenças entre ativos e passivos.

Muita confusão existe sobre o que é um verdadeiro ativo, e acabo por reparar que muitos de nós tomamos decisões, por vezes erradas, ao pensar que estamos a fazer um investimento ao invés de estarmos a incorrer num custo. Deixem-me clarificar.

 

Ativo é algo que possuis e que te põe dinheiro na conta. Passivo é algo que possuis e que te tira dinheiro da conta.

 

Portanto, quando dizes que vais investir num automóvel novo ou numa casa nova para residir, não te enganes, estás a comprar passivos. Em ambos os casos vais gastar o teu dinheiro (ou o dinheiro de um banco ou financeira) para os comprar. No caso de teres de solicitar empréstimo, ainda terás de suportar juros, normalmente elevados. Para ajudar, ambos os casos que te falei têm custos de manutenção elevados. Um automóvel necessita de combustível, paga IUC, seguro, tem que trocar de pneus, óleo, etc. Já um imóvel, tem custos de manutenção, paga IMI, entre outras coisas. Se olhares com atenção, tudo o que te falei acima apenas te tira dinheiro do bolso e não o contrário. Tratam-se portanto de passivos e não de ativos. 

 

Sabes como poderias transformar ambos em ativos? Por exemplo, se comprares o imóvel com o objetivo de o arrendar a outras pessoas, então trata-se de um investimento, já que estás a dispender dinheiro com o objetivo de no futuro vir a obter rendimentos desse mesmo investimento. De igual forma, se comprares um imóvel, e investires algum dinheiro na sua remodelação para depois o venderes com um lucro interessante também estás a comprar um ativo. No caso do automóvel, imagina que o conseguirias alugar, obtendo dinheiro que te permitisse fazer face aos gastos e também compensar o risco de empréstimo. Estarias então a acrescentar um ativo ao teu portfólio. Com automóveis também existe um mercado de compra de clássicos a preço baixo, restauro dos mesmos, e venda a um preço que compense os gastos realizados na sua reconstrução.

 

Como podes ver, isto que te falei aplica-se a praticamente tudo. Outro exemplo, se compras um computador caro, mas o vais utilizar para produzir conteúdos que te permitam fazer dinheiro então é um ativo. Se apenas o utilizas para jogar ou navegar na internet já se torna um passivo. O teu objetivo deve ser a compra de cada vez mais ativos. É assim que os ricos ficam mais ricos. Nunca ouviste a expressão de que dinheiro gera dinheiro? É exatamente por isso, as pessoas que percebem isto dedicam-se fielmente a comprar ativos ao longo dos anos, reduzindo os seus passivos a um mínimo aceitável (por exemplo, todos temos que ter uma casa onde morar).

 

Dinheiro a crescer

 

Hoje em dia, até os depósitos a prazo que os bancos te oferecem são passivos, já que o que te pagam em juros normalmente não é suficiente para fazer face às despesas de manutenção. Para agravar, se não chega para pagar as despesas de manutenção, ainda menos chega para fazer face à inflação, que em 2018 foi de 1%. Na prática, ao invés de estares a criar valor estás a destruir valor, ou seja, estás a ficar mais pobre ao longo do tempo. É por isso que deves investir em verdadeiros ativos, ainda que isso signifique que vais estar exposto a um nível de risco maior. Em próximos posts vou falar-te um pouco de verdadeiros ativos que podes adquirir, mas para já falo-te de alguns dos mais famosos:

 

- Compra de ações, obrigações, fundos de investimento, ETF´s, etc;

- Compra de imóveis para arrendamento ou venda a preço superior;

- Investimento em plataformas de crowdfunding, como por exemplo a Raize ou Housers.

 

Todos estes ativos têm potencial para te colocar mais dinheiro no bolso. Os melhores ativos são aqueles que para além de poderem ser vendidos no futuro a preços superiores, ainda te geram rendas periódicas constantes, como o caso de imóveis arrendados ou ações, obrigações, fundos ou ETF´s através dos dividendos.

 

Por hoje é tudo, espero que tenhas gostado. Até à próxima :)!

 

 

02
Nov19

A carreira de gestão de projetos é indicada para mim?

Luís Rito

Olá :) !

 

Hoje voltamos ao tema "Gestão de Projetos". Acima de tudo, vamos focar-nos na questão, a carreira de gestão de projetos é indicada para mim?

Após alguns anos de gestão de projetos, uma coisa que me saltou à vista foi o facto de existirem pessoas que acham que é uma profissão relativamente fácil, e que qualquer um a pode fazer. Até certo ponto é verdade, mas apenas se tens como objetivo exercer uma gestão de projetos básica ou medíocre. Na realidade, para se chegar a um nível de excelência é necessário muito mais que saber fazer planos e controlar o trabalho das pessoas. É sobre isto que te quero falar hoje. Uma gestão de projetos robusta necessita de pessoas com experiência e com um conjunto de skills muito específico. Claro que a capacidade de realizar bons planos, organizar o trabalho das outras pessoas ou efetuar um bom controlo é algo importante, mas não é isso que distingue um gestor de projeto mediano de um gestor de projeto excelente. Todas essas características são o básico que tens que aprender para começar a gerir projetos. A parte em que realmente te podes destacar vem depois, e é bem mais difícil de aprender. Uma percentagem muito grande de gestores de projeto estagna exatamente aí, já que como em qualquer profissão, se queres avançar para um nível de excelência necessitas de gostar realmente do que fazes e de te puxar para o próximo nível.

 

A primeira característica que necessitas de cultivar para seres um gestor de projeto de excelência é teres um interesse genuíno pelas pessoas e pelos seus interesses. Enquanto gestor de projeto terás muitas vezes de convencer as pessoas a fazer aquilo que queres, mesmo sem teres qualquer tipo de autoridade formal sobre elas. Para o conseguires, tens que conquistar a sua confiança e ganhar influência junto delas. Isso não se consegue de uma forma rápida nem se consegue a enviar emails da tua secretária. As pessoas são bem mais que recursos no teu plano de projetos, têm famílias, têm interesses, têm aspirações e objetivos. Se és o típico gestor de projetos que apenas envia emails a solicitar que o trabalho seja executado, nunca vais conseguir chegar à excelência. Precisas de te levantar, precisas de ir falar com as equipas, entender como está a sua moral, perceber se a pessoa certa está afeta à tarefa certa e de as convencer a irem contigo, mesmo quando tens dúvidas sobre se é o caminho certo. Por outras palavras, se fores um líder nato vais com certeza ser um gestor de projeto excepcional.

 

Interesse genuíno nos outros

 

A segunda característica fundamental é ser um pouco cético em relação a tudo. Não digo isto de forma a desconfiares de tudo e de todos, mas teres uma curiosidade forte e perguntares sempre o porquê das coisas serem assim. Isto vale tanto para a equipa como para o cliente do teu projeto. Por exemplo, quando um membro da equipa te dá uma estimativa de 5 dias para algo que achas que leva 3, então deves perguntar o porquê da estimativa. Estarás a esquecer-te de algo ou a pessoa deu uma folga demasiado generosa? Deves manter-te cético e perguntar o porquê. Isto também vale para o cliente do teu projeto. Por exemplo, se numa reunião o teu cliente te exige mais âmbito mantendo o mesmo prazo de entrega, deves perguntar-te se o pedido é ou não irrealista. Existem muitos projetos que nascem já com o selo do fracasso, basta para isso que te digam que deves realizar um determinado âmbito num prazo impossível. Enquanto gestor de projetos deves sempre questionar e levantar pontos que ponham em causa o sucesso do projeto. Se achas que o prazo que te deram é irrealista, deves partilhar, ainda que o tenhas que dizer a um gestor sénior ou a um diretor.

 

A terceira característica é que deves aprender a aceitar a mudança. Não sejas o gestor de projeto que faz um plano de projeto e acha que não terá de o alterar mais. O principal benefício de fazer um plano de projeto é colocar as pessoas a planear, tornando o próprio ato de planeamento mais importante que o plano em si. Garanto-te que um plano apenas se mantém perfeito até ao primeiro dia do projeto :). A partir daí terás de começar a realizar ajustes e alterações para fazer face a todas as mudanças que vão certamente acontecer. Portanto, não sejas o gestor que compra guerras com o cliente apenas por ele querer algo um pouco diferente do que pediu inicialmente. Claro que se for uma mudança de âmbito drástica o planeamento como um todo deve ser reavaliado, mas se as alterações em causa são curtas e poucas, deves tentar acondicioná-las. Cuidado apenas para não cederes em tudo, se aceitas todas as pequenas alterações, no final o teu projeto não vai acabar dentro do prazo estimado. Deves aceitar algumas alterações que te dêem créditos para negar outras. Caso o teu cliente insista, apenas tens que referir que para realizar as alterações não vais conseguir garantir a data estimada de fim, e pede o seu consentimento para aumentar o prazo.

 

Existem muito mais características, mas deixo-te aqui 3 que considero muito importantes. Concordas com elas?

 

Até à próxima!

 

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